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Instituto Humanitas doa Kombi à Tribo Caingangue de Iraí

Braço Social da Igreja Católica, o Instituto Humanitas, com sede em Santa Cruz do Sul, desenvolve projetos dirigidos aos povos indígenas em duas regiões do Brasil. No estado de Minas Gerais, na cidade de Diamantina e no Rio Grande do Sul, na cidade de Iraí, distante a 400 quilômetros de Santa Cruz. Os frutos do trabalho resultam na melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas e na busca pelo aperfeiçoamento e qualificação. Atendendo a um pedido da Tribo gaúcha, o Instituto conseguiu recursos para a doação de uma Kombi, que deverá transportar universitários à faculdade.

“Estamos atendendo a um dos pedidos do povo Caingangue de Iraí”, diz padre Cyzo de Assis Lima, coordenador do Instituto Humanitas dos programas desenvolvidos nas aldeias. Ao lado dele, o pajé, Jadir Jacinto e do Conselheiro Indígena Sérgio Vergem, ele anuncia o que para eles pode ser a “salvação da tribo”. “Os índios não estão inseridos na sociedade moderna”, lamenta Padre Cyzo, ao destacar a importância da iniciativa dos jovens em se qualificar. “Tudo que eles aprendem fica na Tribo”, destaca o pajé Jadir.

Segundo o coordenador do Humanitas, os projetos sociais desenvolvidos da Fraternidade vão ao encontro das comunidades mais castigadas pela pobreza. “E os índios, infelizmente, estão à margem da sociedade”, afirma Padre Cyzo, ao recordar que o governo cria programas que não contemplam os primeiros habitantes do país. “Os índios da América Latina como um todo foram deixados de lado”, comenta.

Com a ajuda do Instituto Humanitas, 10 universitários indígenas, da tribo de Iraí terão o acesso mais fácil à universidade. “Além de custear os estudos, que são particulares, eles pagam o transporte até a faculdade, o que se torna muito caro”, explica o Padre. Assim, a partir de agora, motorizados, com ajuda de voluntários e recursos do Instituto os Caingangues, terão um motivo a mais para lutar pelos direitos. Além do veículo, os índios de Irai partem de Santa Cruz com uma bicicleta, presente para uma índia da tribo e casacos, para enfrentar as frias rajadas do Minuano que teima em soprar no inverno que se anuncia.

Situação de abandono
 

Segundo o Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atualmente existem 18 mil Caingangues no Rio Grande do Sul, que somados aos 2 mil Guaranis – tribo à beira da extinção – enfrentam diversos problemas sociais.

Alocados há cerca de seis quilômetros do Centro de Irai, em uma região na qual, dois terços do solo é formado por rochas, o plantio de alimentos rende apenas para o consumo interno da aldeia. “Vivemos do artesanato, vendido em feiras, eventos e nas praias”, sublinha o pajé Jadir, em seu português pouco atrapalhado pela língua mãe.

Os parcos recursos conseguidos com o artesanato são utilizados para a manutenção e para o pagamento das mensalidades dos índios universitários. “Fora isso, vivemos do que dá e de doações”, pontua o líder. A tribo de Jadir é formada por 160 famílias, o que dá, aproximadamente, 1.000 índios.

Casa de passagem em Santa Cruz

Em um convite do Padre Cyzo, a Secretária de Desenvolvimento Social de Santa Cruz, Núbia Bruch, ouviu outro pedido da tribo: um espaço para pernoite e permanência de jovens que possam vir ao município estudar. Atualmente, não existem condições de abrigo aos Caingangues, que geralmente ocupam as ruas para dormir e vender seus artesanatos.

Na região de Santa Cruz não existem índios, mas a Tribo, que é espalhada pelo Estado, vive em constante passagem pelo município. “A secretária viu com bons olhos a ideia e promete uma ajuda”, diz Padre Cyzo, ao destacar que o próximo passo será um contato com a Universidade de Santa Cruz do Sul, para viabilizar, no futuro a instrução de indígenas.

Ecumenismo

Segundo Padre Cyzo, mesmo sendo uma missão Católica, o Instituto Humanitas, procura não interferir na crença dos povos indígenas. “Na aldeia dos Caingangues, existem três Igrejas Pentecostais”, destaca o religioso. Segundo ele, o próprio Pajé Jadir é pastor de uma delas”, acrescenta Cyzo. “Nosso trabalho lá é social acima de tudo”, finaliza.

 

Fonte: Rodrigo Nascimento / Diário Regional

Data: 15/06/2010


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